Brasília - A balança comercial de janeiro apontou a movimentação chinesa em direção ao mercado brasileiro. As importações de produtos da China somaram US$ 325 milhões, cifra que representou um aumento de 47,1% em relação a igual mês do ano passado. O Brasil conseguiu ainda manter um fluxo um pouco mais substancial de vendas para aquele mercado, o que lhe garantiu um superávit de US$ 55 milhões no comércio bilateral. Mas a expansão de seus embarques, que somaram US$ 380 milhões, foi apenas 5,6% maior que a de janeiro de 2004.
Apesar do resultado positivo no mês, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a corrente de comércio Brasil-China vem aumentando consideravelmente nos últimos dois anos e que, paralelamente, o superávit brasileiro vem diminuindo. Em 2003, a corrente (importação mais exportação) foi de US$ 6,680 bilhões, enquanto o saldo foi de US$ 2,384 bilhões. No ano passado, a corrente comercial subiu para US$ 9,150 bilhões - aumento de 36,97%. Mas o superávit caiu para US$ 1,730 bilhão.
A Secex não divulgou detalhes relevantes sobre o comércio com a China em janeiro, como os produtos intercambiados e uma análise sobre o impacto dos contatos empresariais fechados desde a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, em maio. Mas a tendência é de pouca variação em relação aos movimentos registrados em 2004.
Naquele período, os principais itens importados de produtores chineses foram as partes para telefones celulares - coque, dispositivos de cristal líquido e circuitos integrados -, tecidos de fibras sintéticas e computadores. Em geral, produtos com alto valor agregado, utilizados como componentes de produtos finais destinados aos mercados externo e interno. O Brasil embarcou para a China produtos como soja, minério de ferro, óleo de soja, pastas químicas de madeira, laminados planos, óleos brutos de petróleo, couros e outros produtos básicos ou semimanufaturados. (AE)

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