Cai ritmo do comércio exterior
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segunda-feira, 07 de março de 2005
Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília - O comércio exterior brasileiro começou o mês de março em ritmo ligeiramente mais lento do que em fevereiro, período em que o volume de negócios já costuma ser mais reduzido. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), na primeira semana do mês a média diária das exportações (US$ 423 milhões) foi 1,8% menor do que a do mês passado. Nas importações, a queda foi de 2,0%, tendo sido importados US$ 270,5 milhões por dia.
A queda das exportações em relação a fevereiro ocorreu nos produtos manufaturados (6,5%) e básicos (4,8%). Os semimanufaturados, em contrapartida, registraram aumento de 15,7% na média diária.
Apesar do movimento mais fraco, a balança comercial teve superávit de US$ 610 milhões na primeira semana de março, resultado de exportações de US$ 1,692 bilhão e importações de US$ 1,082 bilhão. Com esse resultado, as exportações do ano chegaram a US$ 16,892 bilhões e as importações, a US$ 11,312 bilhões, o que levou o saldo acumulado em 2005 para US$ 5,580 bilhões.
Em relação à março do ano passado, a balança continuou a apresentar crescimento. A média das exportações subiu 22,7%, sobretudo devido à ampliação dos embarques de produtos semimanufaturados, em 69,3%, e manufaturados, em 27%, segundo o MDIC.
O aumento nas vendas de semimanufaturados foi determinado pela alta nas exportações de ferro fundido, açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, madeira serrada, ligas de alumínio, couros e peles, ferro-ligas e borracha sintéticas.
Nos manufaturados, as maiores altas foram nas vendas de aparelhos receptores e transmissores, tratores, bombas e compressores, veículos de carga, autopeças, motores para veículos e calçados. Os produtos básicos tiveram queda de 7,8%, principalmente devido à queda nas cotações de commodities agrícolas, como soja e milho.
As importações subiram 16,4% em relação a março de 2004, com a média diária chegando a US$ 270,5 milhões. Aumentaram principalmente os gastos com combustíveis (47,4%), produtos siderúrgicos (40,8%), veículos automóveis e partes (39,4%) e plásticos e obras (33,3%).


