Brasília - A quantidade de telefones celulares habilitados no país aumentou 15,5% em 2009, de acordo com dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 2008, eram 150,6 milhões de aparelhos e, no ano passado, o número cresceu para 173,9 milhões. Em cinco Estados, já existe mais de um telefone por habitante. Apesar do aumento do número de aparelhos, em 2009 houve redução do ritmo de crescimento desse mercado. Entre 2006 e 2007, a variação foi de 21,1%, e, entre 2007 e 2008, de 24,5%.
Ainda de acordo com dados do órgão regulador, a Vivo mantém a liderança do mercado, com 29,75% dos clientes, seguida pela Claro (25,5%), pela Tim (23,63%) e pela Oi (20,73%). Em termos de tecnologia, a GSM é amplamente majoritária (90%). A Anatel informou ainda que 82,55% dos celulares são pré-pagos, e 17,45%, pós-pagos. Para cada grupo de 100 habitantes, há 90,5 celulares na média nacional. No Distrito Federal, em São Paulo, em Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a quantidade de celulares é maior que a de habitantes.

Regiões

Com os principais centros urbanos já atendidos, o aumento do mercado está acontecendo em regiões mais remotas e menos povoadas. O maior crescimento em 2009 aconteceu no Tocantins (27,98%), seguido por Amapá (25,8%), Maranhão (25,36%), Rondônia (24,05%) e Piauí (22,77%).
Em contraste com o crescimento do mercado de telefonia móvel, o mercado de linhas fixas está encolhendo. Na Oi, maior operadora do país, havia 21,4 milhões de linhas fixas em serviço ao final de setembro de 2009 (último dado disponível), ante 22,1 milhões no mesmo período de 2008. Ou seja, queda de 3%. Na Telefônica, também houve queda. Em setembro de 2008, havia 11,9 milhões de linhas em serviço, ante 11,3 milhões em setembro do ano passado (queda de 4,5%).
As operadoras fixas têm compensado, parcialmente, a perda de clientes no serviço de voz com o aumento dos usuários de banda larga. Na Oi, eram 3,7 milhões em setembro de 2008, ante 4,1 milhões em setembro do ano passado (aumento de 12,5%). Na Telefônica, esse número passou de 2,4 milhões para 2,6 milhões (5% de aumento) no mesmo período.

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