Cai procura por financiamentos e crédito para investimentos
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - As liberações de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ 2,147 bilhões em janeiro, apesar de representarem aumento de 30% em relação a janeiro do ano passado, ainda mostram que a demanda de crédito para investimento é fraca. Isso fica evidente na queda das consultas, enquadramentos e aprovações. As consultas, que representam a primeira fase de quatro etapas até a liberação de recursos, somaram R$ 1,462 bilhão, com queda de 42% sobre janeiro de 2003, que já havia sido um período de baixa demanda.
Do total desembolsado em janeiro, 81,51% foram por meio de agentes financeiros. Ou seja, o banco estatal de fomento só fez operações diretas no valor de R$ 397 milhões, basicamente de apoio às exportações de veículos automotores e dos aviões fabricados pela Embraer, optando por operar por intermédio de terceiros nesse início de ano.
Em 2003, a participação dos agentes financeiros nas operações do banco representaram cerca de 55%, o que indica uma forte aceleração desse tipo de operações no mês passado. Só o grupo Bradesco repassou R$ 457 milhões de recursos do BNDES, mantendo a posição isolada de liderança nesse tipo de operações.
O Unibanco, que até o ano passado ocupava a segunda colocação no ranking entre os agentes privados, não aparece entre os cinco maiores, já que conseguiu desembolsar apenas R$ 60 milhões em janeiro. O Banco do Brasil manteve a segunda colocação global, repassando R$ 186 milhões. Os outros bancos estatais movimentaram poucos recursos, com o BRDE repassando R$ 37 milhões, o Banrisul R$ 21 milhões, o BDMG R$ 9 milhões e o Badesc apenas R$ 6 milhões no mês passado.


