O governo reduziu de cinco para dois anos o prazo dos empréstimos externos sujeitos ao pagamento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) com alíquota de 6%. ''Isso reduz o custo do crédito e aumenta a oferta do crédito no País'', justificou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao detalhar o Decreto nº 7.751, publicado no Diário Oficial da União, na última quinta-feira.
O prazo anterior de incidência do imposto mais elevado era de até cinco anos e havia sido anunciado no início de março, quando o governo endureceu o tom à chamada ''guerra cambial'', que puxava a cotação do dólar para baixo, prejudicando a indústria brasileira.
O ministro esclareceu que a mudança tem por objetivo aumentar a disponibilidade de recursos para instituições financeiras e companhias brasileiras, além de facilitar a rolagem de dívidas contraídas anteriormente.
Até hoje, a taxação de 6% valia apenas para empréstimos com prazo médio mínimo de cinco anos. Conforme explicou Mantega, o antigo prazo foi estipulado num momento em que havia muita liquidez no mercado internacional e era preciso frear a entrada de recursos estrangeiros no País.

Imagem ilustrativa da imagem Cai prazo sobre empréstimos externos com incidência de IOF
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