Curitiba A economia do Paraná perdeu espaço no Brasil em 2000. O Produto Interno Bruto (PIB) paranaense cresceu 4,9% no ano, acima da média nacional de 4,3%, mas não foi suficiente para manter o ritmo de crescimento na participação registrado entre 1996 e 1999. O Estado fechou 2000 com participação de 5,99% no PIB nacional, queda de 5,5% em relação ao ano anterior, quando representava 6,34% da economia brasileira. Com esse resultado, a economia paranaense voltou a ter a mesma ''importância'' que tinha em 1987, quando representava 5,97% do PIB nacional.
O resultado surpreendeu, porque a representatividade paranaense vinha crescendo nos últimos anos. A participação era de 6,34% em 1999; 6,21% em 1998 e 6,07% em 1997. ''Se analisarmos a situação em 1985, quando a participação era de 5,92%, e a situação de 2000, quando atingiu 5,99%, vemos um crescimento mínimo nesse período'', avaliou o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro.
Com o desempenho de 2000, o Paraná está em quinto lugar entre os Estados. Quando o governador Jaime Lerner (PFL) iniciou os investimentos na industrialização do Paraná em 1996, técnicos do governo projetavam que o Paraná iria ultrapassar o Rio Grande do Sul em participação, o que não ocorreu. Os gaúchos detêm 7,73% do PIB nacional; Minas Gerais, 9,64%; Rio de Janeiro, 12,52%; e São Paulo, 33,67% da economia nacional.

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