Cai participação da renda per capita no PR
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quarta-feira, 08 de dezembro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba A renda per capita no Paraná em 2002 aumentou 10,4%, passando de R$ 7.457 em 2001 para R$ 8.241 no ano seguinte. Mas a participação do Estado, nesse ítem, em relação aos demais estados brasileiros, caiu de 6º lugar, em 2001, para 7º lugar. Essa queda, no entanto, não abalou a posição que o Estado ocupa na formação do Produto Interno Bruto (PIB), que continua em quinto lugar desde 1985, com uma participação de 6,1%.
A participação do Paraná no PIB nacional foi sustentada pelo crescimento do Agronegócio, revelou pesquisa sobre contas regionais de 2002, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com os Estados. A queda da participação do Paraná no PIB per capita significa que houve avanços em outros Estados, explicou o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatítica e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
A pesquisa revelou que outros Estados como Amazonas, Rio de Janeiro e Mato Grosso tiveram crescimento surpreendente no PIB e na renda per capita. Os destaques do crescimento foram a fabricação de aparelhos eletrônicos, petróleo e agropecuária.
De acordo com a pesquisa, o PIB paranaense atingiu R$ 81,44 bilhões, o que correspondeu a um crescimento de 1,7% no PIB nacional. Esse desempenho, porém, ficou abaixo da média nacional, cuja variação foi de 1,9%. Só o Agronegócio não foi suficiente para manter um crescimento mais vigoroso do Estado, disse o economista. Os demais Estados da região Sul também tiveram crescimento abaixo da média na participação do PIB nacional. A participação de Santa Catarina aumentou 1,5% e do Rio Grande do Sul, 1,1%. O Paraná é superado pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
A pesquisa apontou ainda que o Rio de Janeiro, cuja renda per capita superou São Paulo, houve crescimento de 15% em função com o aumento de arrecadação com o petróleo. Em Minas Gerais, a exploração e transformação do minério de ferro permitiu um crescimento de 7,5% da participação do Estado no PIB nacional.
Outra surpresa ficou por conta dos Estados de Mato Grosso e Amazonas. O estado de Mato Grosso, com uma variação de 9,5% foi o estado que mais cresceu, influenciado pela expansão da soja, que em 2002 cresceu 23% no Estado.
Quanto ao Amazonas, o destaque foi a indústria de transformação, que cresceu 14%, puxada pelo setor eletrônico, que cresceu 26% em 2002. Só a fabricação de telefones celulares contribuiu com 89% na expansão da indústria daquele Estado.


