Cai parcela da dívida atrelada à Selic
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Folhapress 
Brasília - A parcela da dívida pública em títulos federais que é corrigida pela Selic (taxa básica de juros) caiu no mês passado e alcançou a menor marca desde outubro de 2001. Em janeiro, a participação desses papéis no total da dívida passou de 51,77% para 49,48%. O estoque da dívida atingiu R$ 984,93 bilhões no primeiro mês de 2006 - aumento de 0,5% em relação a dezembro.
Quanto menor a parcela de títulos indexada à Selic melhor para o governo. Esses papéis têm remuneração pós-fixada e, sempre que o Banco Central elevar a taxa de juros, os gastos do governo com a dívida aumentarão.
A melhora na composição da dívida mobiliária (em títulos) em janeiro foi resultado da emissão recorde de R$ 39,8 bilhões em títulos públicos vinculados a índices de preços.
No mês passado, o Tesouro Nacional vendeu papéis atrelados ao IPCA (NTN-B) e recebeu em troca R$ 11,1 bilhões em dinheiro e R$ 28,6 bilhões em outros papéis. No caso da troca de títulos, foram devolvidos R$ 24,5 bilhões em papéis corrigidos pela Selic.
Prazo maior - O coordenador de Operações da Dívida Pública, Ronnie Tavares, explicou que a oferta do ''expressivo volume'' de títulos ligados a índices de preços e a devolução dos papéis indexados aos juros melhoraram a composição da dívida, alongaram o prazo médio de vencimento dos títulos e reduziram o percentual de papéis que vencem no prazo de 12 meses.
Além da redução na parcela de títulos com rendimentos vinculados à variação da Selic, o percentual atualizado por índices de preços passou de 15,5% para 19,15%. Já o prazo médio de vencimento do estoque da dívida subiu de 27,4 meses para 28,8 meses. A dívida que vence em até 12 meses caiu de 41,6% para 40,6%.
Em janeiro, a exposição cambial da dívida não só caiu a zero, como agora o governo passou a ser credor de dólares no mercado. Em dezembro, a dívida corrigida pelo câmbio era equivalente a 1,2% do estoque. Em janeiro, o governo passou a ser credor de R$ 5,6 bilhões e a exposição cambial ficou negativa em 0,56%.
Apesar do resgate líquido (resgate acima das emissões) de R$ 7 bilhões realizado em janeiro, a dívida cresceu R$ 5,27 bilhões por causa dos juros que foram incorporados ao estoque de títulos em poder do mercado.


