A devolução de embalagens laváveis contaminadas por agrotóxicos caiu 90%, de janeiro para fevereiro deste ano, na Unidade Central de Recebimento de Cambé. No primeiro mês do ano foram devolvidos mais de 19,8 mil recipientes contaminados. O volume reduziu para 1,2 mil em fevereiro, quando foram recolhidas 157,8 mil embalagens.
''O número representa menos de 10% do total devolvido. Essa era a meta da entidade'', afirmou o engenheiro agrônomo Irineu Zambaldi, responsável pela Associação Norte-Paranaense de Revendedores de Agroquímicos (Anpara), que gerencia a unidade.
Segundo Zambaldi, o bom resultado foi conseguido depois que a associação começou a utilizar um carimbo, no verso do comprovante da entrega, caracterizando descumprimento da legislação. ''É uma forma de informar ao agricultor que ele está adotando um procedimento errado. É uma medida educativa'', afirmou. De acordo com a lei, os recipientes devem ser entregues pelos produtores após o processo de tríplice lavagem, que elimina os resíduos do produto.
Além do carimbo, no ato da compra do produto o revendedor fornece um folder que informa ao agricultor qual é a responsabilidade de cada elo da cadeia na destinação correta das embalagens de agrotóxicos.
O recebimento de embalagens contaminadas aumenta o custo da destinação final, pois elas precisam ser incineradas. Esse processo é mais caro que a reciclagem, utilizada para reaproveitar as embalagens sem resíduos.
O recebimento dos recipientes passou a ser obrigatório, para os revendedores, em 2002. Nesse ano, a central de Cambé recolheu 31 mil embalagens por mês. Esse número cresceu para 119 mil embalagens mensais no ano passado.

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