Cai o estoque das montadoras
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaPátio lotadoA indústria automobilística ainda faz o que pode para se livar dos carros fabricados no ano passadoO mercado de carros terminará o primeiro trimestre com níveis de estoque ligeiramente mais baixos do que no início do ano. Resultado de um extraordinário esforço de vendas, o setor ainda faz o que pode para se livrar dos carros fabricados no ano passado. Os descontos variam de 8% a 15%, dependendo do modelo.
Apesar do otimismo para o mês de março, as promoções devem continuar porque não há nenhum fator novo capaz de inverter o quadro. Como este é o primeiro mês de um Imposto de Renda da Pessoa Física mais alto, espera-se que o carro novo esteja no fim da lista de prioridades da classe média.
Os juros dos financiamentos feitos pelos bancos das montadoras continuam abaixo das taxas de mercado. A média é de 2% a 2,9% nos planos prefixados. Algumas empresas decidiram fixar o porcentual de acordo com a entrada. Na Ford, paga menos juros quem der entrada maior.
A idéia é selecionar melhor a clientela, visto que o setor vem amargando nos últimos meses índice de inadimplência de 5,7%, um dos mais altos dos últimos tempos. Para planos pós-fixados, a taxa média é de 1,95%.
Os fabricantes de veículos centralizam agora as atenções para a reunião da Cúpula das Américas, que será realizada no final de março, no Chile. O setor vai aproveitar o fórum para tentar negociar a extensão de benefícios previstos no regime automotivo. E, passadas as férias coletivas, o setor de autopeças começa agora a avaliar o ritmo de encomendas das montadoras para definir se mantém o número de empregados atual ou se demite.


