Cai o desemprego na construção civil
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quarta-feira, 13 de agosto de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Arquivo FolhaMão-de-obraO setor da construção civil emprega 75 mil pessoas no ParanáO número de desempregados no setor da construção civil da região metropolitana de Curitiba apresentou uma redução de quase 50% no primeiro semestre em relação ao ano passado. De janeiro a julho de 1996, foram demitidos 4,1 mil trabalhadores. As demissões chegaram a 2,4 mil no mesmo período deste ano. Os números são calculados com base na quantidade de rescisões contratuais que são feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Curitiba e Região Metropolitana.
A redução no desemprego sinaliza que o mercado imobiliário mantém uma taxa crescente na construção de imóveis. Uma pesquisa feita pelo Instituto Bonilha constatou que 91,7% da população considera o imóvel como boa opção de investimento. Com a população disposta a comprar imóveis, o mercado acaba sofrendo um aquecimento.
Mas o crescimento nos números também pode sinalizar uma nova oferta de trabalho, que surge com a presença de novas indústrias na região. Achamos que as fábricas que estão se instalando por aqui criam ofertas de emprego, afirmou o secretário do Departamento de Organização do sindicato, Wilmar Wiinsch.
Wiinsch alerta que, apesar da possibilidade de geração de novos empregos, deve-se ressaltar que o setor ainda continua a desempregar. O mês que registrou maior número de demissões foi abril, quando 565 trabalhadores perderam o emprego. O mês de maio foi o que teve menor número de demissão, totalizando 267. Como é o mês anterior ao da nossa data-base, os patrões não demitem para não pagar multa, explicou Wiinsch.
Para o sindicalista, a redução na taxa de desemprego é consequência ainda de uma acomodação no setor. Como houve muita demissão no ano passado, a tendência é haver uma maior contratação no ano seguinte.
Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o setor da construção civil é responsável pelo emprego de 75 mil pessoas. Em dezembro do ano passado havia mil trabalhadores a menos na construção civil. Os números são superiores aos do sindicato da categoria porque englobam os empregos formais e informais.


