A balança comercial registrou um superávit de US$ 21 milhões na terceira semana de abril. No ano, porém, o saldo acumulado ainda está negativo em US$ 542 milhões. O volume médio (diário) de importações e exportações na semana passada cresceu 7,5% e 3,4%, respectivamente, em relação à semana anterior, quando o nível de transações comerciais caiu devido à greve no porto de Santos.
Nas três primeiras semanas do mês, a balança obteve um resultado positivo de US$ 134 milhões. As exportações somaram US$ 3,188 bilhões e as importações, US$ 3,054 bilhões. A expansão na venda de produtos básicos foi o principal motivo para o aumento de 3,5% na média diária das exportações nas três semanas de abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Entre esses produtos estão petróleo bruto, carne de frango, suína e bovina, além de fumo em folhas.
Relativamente ao mês passado, no entanto, houve queda nas exportações. A média diária de abril caiu 3,1%. O grupo de produtos semimanufaturados apresentou a maior queda -16,7%.
No caso das importações, a média das três semanas de abril foi 3,8% superior a de abril do ano passado. Os gastos com veículos e partes de automóveis cresceram 36,9%, seguidos pelos de instrumentos de ótica e precisão (34,4%).
Em relação a março, assim como nas exportações, houve redução no volume médio (diário) de produtos importados em abril -11,9%. A queda nas compras de combustíveis e lubrificantes foi determinante para que isso acontecesse (30,8%).
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o aumento na taxa de juros e a alta do dólar são fatores que contribuíram para o resultado positivo da balança na terceira semana do mês. Com juros mais altos, avalia o ministério, a pequena bolha de consumo de bens importados que vinha sendo detectada foi controlada. Já a alta do dólar, reduz o ritmo das importações e faz com que os exportadores antecipem seus negócios para receber mais reais pelas suas vendas em dólares.

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