O quadro econômico no ano de 2000 refletiu na queda do número de títulos protestados. No acumulado nacional entre janeiro e outubro do ano passado foram 4,5 milhões de protestos, um número 16,8% menor que o mesmo período de 99. O Paraná apresentou uma das maiores quedas no número de títulos protestados no ranking dos estados. Nos primeiros dez meses de 2000 foram 298.244 em 2000, 19,2% a menos que em 99.
Para o consultor econômico Maurílio Schimidt, de Curitiba, os números mostram que os orçamentos das empresas seguem os mesmos princípios dos orçamentos familiares. ‘‘Há uma melhoria geral da economia, em especial sem a repetição dos problemas ocorridos principalmente no primeiro semestre de 99’’, diz. ‘‘Assim, todos podem programar a longo prazo seus investimentos e negócios, reduzindo os riscos de inadimplência.’’ Se as condições da econômia forem mantidas em 2001, os índices de inadimplência devem continuar em baixa.
Os dados nacionais e regionais sobre número de títulos protestados são da SCI/Equifax. Apesar da queda na média de dez meses, a empresa registrou um crescimento no número de protestos no mês de outubro do ano passado. O crescimento no mês foi de 7,9%. ‘‘No último trimestre do ano é normal um aumento dos índices de inadimplência, pois é quando as empresas registram os inadimplentes nos serviços de proteção ao crédito para evitar transações comerciais futuras.’’
Na região Sul do País, o Paraná foi o estado que apresentou a maior queda no número de títulos protestados. Rio Grande do Sul ficou com 13,1% a menos e Santa Catarina com 14,4%. Em sete estados a queda ficou acima de 19%. No Paraná, 19,2%; São Paulo, 20,5%; Rio de Janeiro, 24,8%; Goiás, 24,1%; Amapá, 20,7%; Roraima, 24,1% e Bahia, 21,4%. Apenas três estados tiveram crescimento no número de protestos. Acre ficou 7,8% acima de 99, Amapá com 35% e Tocantins com 2,4%.

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