Cai número de fraudes nos postos de combustíveis
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
Os postos de combustíveis de Londrina estão mais cuidadosos em relação aos equipamentos que abastecem os veículos, o que, em última análise, significa que estão caindo os índices de fraudes contra o consumidor. A avaliação é do gerente regional do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná em Londrina, Marcelo Trautwein, ao analisar os números de duas fiscalizações realizadas pelo órgão este ano.
A primeira fiscalização aconteceu entre os meses de janeiro a abril. Na época, foram analisadas 922 bombas, sendo reprovadas 51; e destas, 14 foram autuadas. As bombas apresentavam desde problemas nas mangueiras até um volume de combustível abaixo do tolerado pela legislação. Nas bombas autuadas, esta quantidade variou entre 180 a 200 mililitros.
A fiscalização que terminou ontem foi realizada de forma mais concentrada. As equipes do Ipem visitaram 107 postos de combustíveis em 10 dias. Foram analisadas 920 bombas, e o número de equipamentos com problemas caiu para 14, e o número de bombas reprovadas caiu para 7. O resultado entre uma operação e outra é que o índice de irregularidades foi reduzido em 70%, na média. ''Isto significa que os postos estão mais cuidadosos e que o pessoal está mais atento, o que reduz a incidência de fraudes contra o consumidor'', diz o gerente do Ipem.
Outro dado que chamou a atenção de Trautwein foi a redução no número de postos com irregularidades. As sete bombas autuadas estavam em apenas três postos: quatro delas num único estabelecimento, duas em outro, e uma em um terceiro posto. Antes, era comum se constatar problemas em 10 ou 12 postos. O posto com maior número de bombas lacradas havia uma quinta bomba, mas não estava funcionando no momento da autuação.
O gerente do Ipem define a redução dos problemas nas bombas como uma ''surpresa agradável'', atribiu o resultado ao trabalho de fiscalização desenvolvido pelo instituto e também pelas tecnologias usadas nos novos equipamentos dos postos.
Trautwein esclareceu que a fiscalização realizada pelo Ipem nos últimos 10 dias não tem nada a ver com a investigação do Ministério Público, que está ouvindo os donos de postos de combustíveis da cidade, em função do que chamam de ''alinhamento de preços'' do álcool e da gasolina. Segundo ele, a fiscalização atual estava prevista há mais de um mês. E informou que os dados poderão ser repassados à Promotoria de Defesa do Consumidor, caso sejam solicitados.


