Cai número de empregos no setor
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
Agências Folha e EstadoDo Rio de Janeiro 
O crescimento do número de montadoras de veículos e a dispersão dos novos investimentos para outros estados além de São Paulo e Minas Gerais, comemorados ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, durante discurso na inauguração da fábrica da Peugeot-Citroen, no Rio de Janeiro, não evitaram a queda do número de empregos no setor.
Em 1995, primeiro ano de gestão de FHC no governo, as montadoras empregavam no País 115,2 mil pessoas. Mesmo com cinco novas marcas instaladas Renault, Chrysler, Audi, Mistsubishi e Honda , além de novas fábricas de montadoras que já estavam no País, como Volkswagen e GM, o número de empregados no fechamento do ano 2000 era de 98,3 mil, o que representa uma queda de 14,7%.
No seu discurso, FHC disse que, quando ele assumiu o governo, só havia montadoras em São Paulo e em Minas Gerais. Hoje, há muitas mais em São Paulo, muitas mais em Minas Gerais, mais no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Goiás, estamos fazendo na Bahia..., listou.
Em seu discurso, o presidente destacou ainda o desempenho econômico do Brasil. Para FHC, a decisão da indústria francesa de se instalar no Brasil, é um sinal de inequívoca confiança nos rumos do País, justificada agora que o País caminha para um novo ciclo de expansão. O presidente citou vários números do desempenho da economia nacional e lembrou que o PIB do País cresceu 4% ou talvez um pouquinho mais em 2000.
Ele destacou que esse crescimento ocorreu apesar de problemas internacionais, como a queda da cotação das commodities agrícolas, a crise do petróleo e a crise argentina. Ele lembrou ainda que hoje a economia do País conta com moeda estável e dívida pública sob controle, que são os fundamentos para a expansão no Brasil. Em dezembro chegamos a uma taxa de desemprego de 4,8%, que é uma taxa efetivamente baixa, afirmou.
FHC disse também que o crescimento de 4% que ele estimou para o ano passado seria de até 7%, um nível próximo aos picos dos anos 70, se não fosse a fórmula de cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), o indicador que mede as riquezas produzidas.
Segundo o presidente, como a fórmula de cálculo na área de serviços do setor públicos usa como multiplicador o crescimento demográfico, que caiu da faixa de 3% ao ano nos anos 70 para 1,3% atualmente, a fórmula acabaria puxando para baixo o crescimento de setores como indústria e agropecuária.


