O índice de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba em abril foi de 5,79%, o que representou 68 mil desempregados no período, 10 mil a menos do que em março, quando a taxa havia sido de 6,51%. Os maiores empregadores em abril foram os setores de construção civil (com 2,2% a mais de vagas) e a indústria de transformação (2%). Esses dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, feita em parceria pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada ontem.
Segundo o diretor presidente do Ipardes, Paulo Mello Garcias, a queda no índice de desemprego foi maior que a esperada (6%). ‘‘Mas a tendência é que os próximos índices sejam parecidos, porque 5,79% já é uma taxa bem baixa’’, considerou Garcias. Ele disse que, como a região Sul do Brasil não deve entrar no esquema de racionamento de energia, o nível de emprego no Paraná não deverá ser afetado.
A queda verificada no índice de desemprego em Curitiba foi causado, principalmente, pela redução na população economicamente ativa (PEA), explicou Garcias. Em abril, o PEA foi de 1.181.000 pessoas, um decréscimo de 1,7% em relação a março. O diretor-presidente do Ipardes disse que isso aconteceu porque em março o PEA foi muito alto. ‘‘O fluxo é muito grande porque é quando as pessoas voltam das férias e retornam ao mercado de trabalho’’, explicou.
Em comparação com abril de 2000, houve ingresso de 41 mil empregados no mercado de trabalho, um aumento de 3,8%. A grande maioria (25 mil) foi contratada na indústria de transformação, outros 10 mil na construção civil e 7 mil no setor de serviços. O número de trabalhadores no comércio caiu em 5 mil.
O rendimento médio dos ocupados levantado pelo Ipardes foi de R$ 730,68 (salário de março), mantendo-se estável em relação a fevereiro. ‘‘Os salários estão se comportando com a recuperação do poder aquisitivo’’, disse Garcias. O setor de construção civil apresentou aumento no salário médio (3,5%), assim como o comércio (3,7%). Na indústria de transformação e no setor de serviços houve queda de 1,5% e 2,2%, respectivamente.
A taxa média nacional de desemprego em abril foi de 6,5%. Em comparação com outras seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), Curitiba possuía, em abril, o segundo menor índice de desemprego, ficando atrás do Rio de Janeiro, com 4,7%.
A renda média dos trabalhadores da capital paranaense também ficou em segundo lugar na comparação, atrás de São Paulo, com R$ 890,00. Em Curitiba, a proporção de pessoas empregadas com carteira em abril foi de 48%. A média nacional no mês foi de 45,3%.

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