Cai índice de inadimplência em Curitiba
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segunda-feira, 04 de agosto de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Contrariando uma tendência nacional verificada na semana passada no comércio paulista, a inadimplência nas vendas a prazo teve uma queda de 8%, em julho, na região metropolitana de Curitiba. A redução anula o crescimento de mesmo índice, que tinha sido verificado na última pesquisa feita em maio pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A queda acontece no momento em que houve o menor aumento nas vendas desde o Plano Real. Os lojistas venderam apenas 8% a mais no mês passado em relação ao mês anterior. As médias anteriores variaram de 14% a 30% de aumento nas vendas.
O comportamento do consumo faz com que os comerciantes fiquem em estado de alerta. Eles reclamam do percentual de venda, observando que julho teve um dos menores índices desde o início do plano econômico. Desde maio, as vendas têm apresentado queda, principalmente nos setores de eletroeletrônicos e linha branca (geladeiras e freezers).
Do início do programa de estabilidade econômica até os primeiros meses deste ano, as vendas registravam crescimento constante. Em janeiro desde ano, atingiram a variação de até 30,9%. Mas já em março o comércio começou a sentir os efeitos de uma recessão. O crescimento do consumo em julho foi um dos menores dos últimos três anos. O aumento foi de 10,2% entre julho deste ano e julho de 1996. Mesmo assim, o consumo está 62% maior em relação aos primeiros meses do Plano Real.
Segundo o coordenador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), Luiz Nardelli, a redução das vendas está ligada ao preço dos produtos. As compras são menores porque as famílias se endividaram, afirmou. Ele acredita também que a necessidade de consumo já está melhor atendida do que no início do plano econômico e as compras, agora, são mais racionais, limitadas às reais necessidades do consumidor.
O levantamento da SCPC também mostra aumento na emissão de cheque, especialmente para pagamentos de curto prazo. Em julho, foi verificado crescimento de 43% do volume de cheques em relação ao ano anterior. As compras de mercadorias com menor valor ainda sustentam o comércio, diz o coordenador do serviço. Para os próximos meses, a tendência é de manutenção dos índices de inadimplência. Nardelli acredita ainda que as baixas taxas de consumo devem ser mantidas nos próximos meses.


