A alta do dólar, o aumento das taxas de juros e a crise energética influenciaram negativamente o financiamento de veículos em julho, quando houve nova queda nos resultados dos bancos das montadoras. O total de unidades financiadas pelas filiadas à Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) caiu 5,7%. A redução foi de 56,5 mil veículos em junho para 53,3 mil unidades em julho.
O volume financiado pelos bancos das montadoras em julho também foi menor. A queda doi de R$ 771 milhões em junho para R$ 726 milhões no mês passado, o que mostra uma redução de 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, entretanto, o número de veículos financiados cresceu 3,9%, aumentando de 51,3 mil unidades para 53,3 mil veículos. O volume de financiamentos também cresceu, passando de R$ 627 milhões para R$ 726 milhões, um aumento de 15,8%.
O total de veículos financiados nos primeiros sete meses deste ano atingiu 389,8 mil unidades. Esse número é 30,6% superior ao do mesmo período de 2000, quando foram financiados 298,4 mil veículos. O volume de recursos de janeiro a julho deste ano foi 44,9% maior que o dos primeiros sete meses de 2000, passando de 3,598 bilhões para R$ 5,212 bilhões de janeiro a julho de 2001.
Mesmo com a retração nas vendas de veículos nos meses de junho e julho, a Associação Nacional das Empresas Financiadoras das Montadoras mantém a expectativa de financiar R$ 8,5 bilhões e 670 mil veículos este ano. Em 2000, os bancos das montadoras disponibilizaram um volume recorde de R$ 7,2 bilhões para financiamento.
A taxa média de juros dos bancos das montadoras, que chegou a 2,72% no mês passado, caiu para 2,55% ao mês, em média, esta semana. O prazo médio de financiamento gira em torno de 29 meses. O valor médio financiado está em cerca de R$ 13,3 mil.

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