Curitiba O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) detectou queda no nível de emprego e da renda na indústria do Paraná, no mês de julho em relação ao mês anterior. O nível de emprego caiu 0,2% no mês e o nível de renda vem apresentando uma redução de 2% no acumulado de janeiro a julho. Esse desempenho é consequência da queda da atividade industrial paranaense registrado no mês, que, segundo o IBGE, apresentou o segundo pior resultado entre 12 estados pesquisados. No mês, a queda do desempenho industrial foi de 2,3%.
As informações constam no levantamento da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário. No desempenho das indústrias da Região Sul, o IBGE destaca o estado de Santa Catarina, que apresentou crescimento de 0,1% na criação de empregos durante o mês de julho. Os estados das regiões Norte e Centro-Oeste já apresentam crescimento de 1,5% no nível de emprego.
Na folha de pagamentos, o Paraná ainda apresenta resultado negativo o que reflete queda na renda do trabalhador na indústria do Estado. Já o estado do Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 4,2% na folha de pagamento da indústria no mês de julho e um acumulado de 3,1% de crescimento na renda do trabalhador gaúcho empregado pela indústria, no período janeiro a julho.
Para o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a pesquisa do IBGE reflete o desempenho do emprego e da renda somente das médias e grandes empresas instaladas nos Estados. A pesquisa do Cadastro Geral de Empregados, do Ministério do Trabalho, (Caged) apresenta um crescimento de 0,44% no nível de empregos em julho no estado do Paraná, confrontou. Cordeiro salienta que a pesquisa do Caged reflete todo o emprego formal gerado na indústria. De qualquer forma, ele admite que o nível de atividade industrial está baixo.
No Paraná, o IBGE detectou queda no nível do desempenho industrial do segmento de empresas de material eletroeletrônico e de comunicações. Para Cordeiro, a queda no nível de emprego, mesmo captada nas grandes e médias empresas, está refletindo esse desempenho.
Cordeiro salienta ainda que a queda na renda da indústria do Paraná, captada pelo IBGE, é expressiva. Ele atribui esse resultado ao aumento da inflação e da dificuldade de várias categorias em repor o crescimento da inflação no período da data-base. O economista lembrou ainda que muitas empresas estão recorrendo ao sistema de substituição de empregados para reduzir a folha de pagamentos. Ou seja, elas estão demitindo funcionários com salários maiores e estão contratando pessoas com salários menores para repor as funções vagas, o que reflete no nível de renda.

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