Cai consumo de alimentos e indústria reduz projeção
A queda do poder aquisitivo e a política econômica do governo brasileiro já estão refletindo na queda do consumo de alimentos. Segundo projeções da Associação Brasileira das Indústrias Alimentícias (Abia), o setor deve fechar o ano com um crescimento real de 3% a 3,2%. Em 2004, o segmento cresceu 4,9%. As vendas reais (descontada a inflação) das indústrias devem aumentar 2,3%, enquanto no ano passado o crescimento foi de 4,3%.
''O consumo está devagar e as exportações estão difíceis. Embora o resultados da balança comercial sejam positivos, a desvalorização do dólar frente ao real tornou difícil a renovação dos contratos'', avalia Denis Ribeiro, coordenador do Departamento de Economia da Abia. Os preços dos alimentos têm apresentado deflação e mesmo com esse comportamento a população está modificando seus hábitos e substituindo marcas e produtos.
''O governo elevou os juros para frear a economia e conseguiu. Houve uma queda no consumo com o consumidor menos disposto a gastar, mesmo com crédito disponível através de financiamentos'', diz Ribeiro. A expectativa agora é que as vendas voltem a melhorar no final do ano, alavancada pelas festas. (F.M.)





