Quem em agosto do ano passado usou recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para investir em ações da Petrobras ganhou, até a última quarta-feira, 55,08%. Mas até 17 de agosto, dia em que acabou o prazo de carência desses fundos, a rentabilidade acumulada era bem maior: 69,77%.
As perdas que a Bolsa vem sofrendo neste ano -o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) acumulava queda, na sexta-feira, de 33%- têm impactado quase todos os papéis.
Por isso, mesmo com as ações da Petrobras tendo registrado desempenho bem melhor do que o Ibovespa -no ano, as ações ordinárias tiveram alta de 14% -, a rentabilidade acumulada nos fundos criados especificamente para os papéis da empresa pode se reduzir ainda mais nos próximos meses.
Com isso, surge a dúvida: é hora ou não de sair desses fundos? Apesar de não haver uma resposta objetiva, vale a pena o investidor analisar as alternativas que possui. Uma delas, desaconselhada pelos consultores, é transferir todo o dinheiro ao FGTS.
''A rentabilidade é muito baixa. É menor do que a da poupança e até da inflação'', diz o consultor Mário Esteves, da Economy Consultoria. A rentabilidade anual é de 3% mais a variação da TR (Taxa Referencial). Vale lembrar que a opção pelo retorno ao FGTS não tem volta.
Outra opção são os fundos carteira livre, que aplicam, no mínimo, 51% do patrimônio em ações. Alguns consultores, porém, têm certas reservas quanto a essa transferência. ''É preciso analisar quais papéis irão compor a carteira do fundo'', diz Esteves.

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