Curitiba - A greve dos metalúrgicos na montadora Audi-Volkswagen, em maio, prejudicou a produção do pólo automotivo do Paraná, que cresceu 3,2% no acumulado de janeiro a maio, bem abaixo da produção nacional que cresceu 12,65%. No mês de maio, a situação foi mais crítica. A produção de veículos, incluindo automóveis, máquinas agrícolas, caminhões e ônibus, chegou a cair 4,03%, frente a um crescimento de 5,25% da produção nacional.
O quadro da produção de veículos automotores e máquinas agrícolas do Paraná foi divulgado ontem pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). De acordo com o sindicalista Jamil D'Ávila, outro fator que contribuiu para a queda do desempenho do pólo automotivo paranaense foi a greve dos fiscais da Receita Federal, em Paranaguá, que prejudicou a importação de peças.
Com isso, algumas linhas de produção tiveram de ser paralisadas à espera dos componentes. Foi o caso da fábrica de tratores New Holland, cuja produção teve queda de 9,86% no período janeiro a maio, embora o quadro seja de demanda elevada do produto.
Por conta da greve de maio, a produção de automóveis de passeio da Volkswagen caiu 26,13% e a saveiro, comercial leve que vinha sendo produzido provisoriamente na fábrica de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, deixou de ser fabricado no Paraná. Por outro lado, a produção de automóveis de passeio da montadora francesa Renault, aumentou 28,84% no mês de maio passando de de 240 para 310 carros fabricados por dia.
A fábrica aumentou a produção para mostrar à matriz que tinha capacidade de produção, com a intenção de atrair novos projetos o que acabou conseguindo. No início de 2005, a Renault começa a montar em Curitiba o mégane sedan, com a previsão de montar 20 mil unidades por ano.
O desempenho positivo do ano ficou por conta da produção de veículos pesados como caminhões e ônibus. Os veículos pesados tiveram aumento de produção de 49,33% no período janeiro a maio, sendo que a produção de caminhões aumentou 47,57% e a de ônibus, 79,63%, mo mesmo período.

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