Curitiba A produção do pólo automotivo do Paraná caiu no ano passado, apesar dos contratos de exportação firmados pela Volkswagen/Audi e do bom desempenho da indústria de máquinas agrícolas, que de forma isolada cresceu 17,84%. A expectativa para este ano fica por conta de uma redefinição do pólo automotivo, quando as montadoras se preparam para lançar novos modelos.
O perfil, com características de exportação do pólo paranaense, deve ser alterado, prevê o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, Sergio Butka.
Juntas, as montadoras de veículos automotores do Paraná, representadas pela Volks/Audi, Renault, Volvo registraram queda de 13,54% na produção em 2002. No período foram produzidas 153.079 unidades, ante 177.050 unidades em 2001. O resultado do balanço do pólo automotivo do Paraná de 2002, divulgado ontem pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, mostra que somente a produção de máquinas agrícolas da montadora Case New Holland (CNH) apresentou desempenho positivo, com crescimento de 17,84%.
Com a queda na produção, a participação do pólo automotivo do Paraná na produção nacional também caiu de 9,77% em 2001, para 8,54% no ano passado. No mercado de automóveis de passageiros, as montadoras Volks/Audi e Renault estão com uma participação de 9,10% e a Volvo com 6,09% de participação no mercado de comerciais pesados. No mercado de máquinas agrícolas, a participação da Case New Holland na produção nacional já é de 25,85%.
Na Volks, a queda na produção de veículos Audi, que caiu 24,88% no ano passado, foi compensada pela montagem das caminhonetas Saveiro no Paraná. A Volvo também enfrentou queda de produção, deixando de produzir 500 ônibus em 2002, em relação ao ano anterior. Já no segmento de caminhões pesados, a produção cresceu em 218 unidades de um ano para o outro. O resultado final aponta para queda de 5,16% no desempenho total da montadora.
O Sindicato dos Metalúrgicos espera uma redefinição na produção por parte das montadoras que compõem o pólo automotivo no Paraná, para que elas se mantenham competitivas no mercado. Na Volks/Audi, a redefinição pode vir em setembro deste ano, quando o veículo do projeto Tupy (ainda não se sabe se será este o nome do carro) for lançado no mercado. Trata-se de um veículo popular, voltado para o mercado interno, com preço a ser fixado em torno de R$ 16 mil para o modelo básico, informou Butka.
De acordo com o sindicalista, a tendência da Volks é deixar de produzir o veículo Golf, para exportação, cuja produção do modelo novo está sendo transferida para o México. Em seu lugar deverá ser intensificada a montagem de veículos para o mercado interno. Em relação à Renault, o sindicato espera que a empresa renove a linha de produção (veja matéria ao lado) e que conquiste novamente o mercado latino-americano, perdido no ano passado.
A Volvo também se prepara para um lançamento previsto para setembro deste ano. A empresa vai fabricar, em Curitiba, um caminhão médio para concorrer com outras montadoras.

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