Arquivo FolhaFora do mercadoTrabalhadores à espera de atendimento no setor de seguro desemprego: número de parcelas diminuiu em 1997Apesar dos frequentes anúncios de aumento da taxa de desemprego no País feitos por institutos de pesquisa, o número de trabalhadores que recorreu ao seguro desemprego caiu no ano passado. O total de parcelas distribuídas aos desempregados foi de 18,2 milhões entre janeiro e dezembro de 1997. No ano anterior, a Caixa Econômica Federal - instituição credenciada pelo governo federal para pagar o benefício - repassou 18,5 milhões de parcelas. A diferença entre os dois anos mostra uma queda de 2%.
No Estado, foram pagas 1,12 milhão de parcelas que totalizaram R$ 205,9 milhões. Os dados paranaenses acompanham a tendência nacional de redução da procura do benefício. Em 96, foram liberadas 1,16 milhão. ‘‘A redução na procura pelo seguro pode representar uma diminuição do desemprego’’, avalia Gilberto Balbo, escriturário da Central de Prestação de Serviço da CEF. Ele disse que a CEF e o Ministério do Trabalho recebem em média 25 mil pedidos de seguro desemprego ao mês.
O total repassado pela Caixa para cobrir o benefício foi de R$ 3,3 bilhões nos 12 meses do ano passado no País. O valor ficou acima do total pago no ano anterior, quando o governo federal colocou R$ 3,1 bilhões à disposição dos trabalhadores que perderam o emprego. A Caixa confirmou que houve redução do total de parcelas. A diferença em dinheiro representa a alteração no valor do salário mínimo de um ano para outro. O seguro desemprego paga entre R$ 120,00 e R$ 224,54, conforme a situação.
Apenas no mês de dezembro, 1,4 milhão de benefícios foram pagos. Eles somaram R$ 280,2 milhões. O pagamento é feito em até cinco parcelas, dependendo do tempo em que o trabalhador permaneceu empregado. Quem trabalhou de seis a 11 meses antes de ser demitido, tem direito a três parcelas. As pessoas que ficaram empregadas de 12 a 23 meses recebem quatro parcelas. Acima de 24 meses, o desempregado tem direito a cinco lotes do seguro desemprego.
O seguro é pago a todo trabalhador que tenha recebido salário fixo nos últimos seis meses, ou que tenha pelo menos seis meses de trabalho alternado no período de três anos. É necessário ainda não ter renda própria para o sustento da família e não estar recebendo nenhum outro benefício do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Para requerer o benefício, é preciso entrar com o pedido entre o primeiro e o 120º dia após a demissão.
O pagamento do seguro desemprego é feito nas agências da Caixa Econômica Federal, através da automação bancária. As parcelas são liberadas assim que houver a emissão dos lotes de pagamento pelo Ministério do Trabalho. Os desempregados que foram demitidos nos municípios das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Vitória têm uma prorrogação de um mês na concessão do benefício.

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