A arrecadação de impostos e contribuições federais registrou uma queda de 16,4% em março, na comparação com março de 1996, ao registrar um total de R$ 9,387 milhões. ‘‘Em abril, esperamos um crescimento significativo’’, disse ontem o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel.
A queda ocorreu porque a arrecadação em março do ano passado foi atípica. Em 96, as empresas pagaram os saldos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) numa única quota, em março. Neste ano, as empresas podem dividir o pagamento em até quatro parcelas.
A arrecadação do IRPJ caiu 56,5%, e a da CSLL, 25,4%. Em abril, porém, deverá ser registrado um forte crescimento com relação ao mesmo mês no ano passado. Neste mês, haverá ainda o recolhimento de parcelas de ajuste do IRPJ, coisa que não aconteceu em abril passado.
Os recolhimentos da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) somaram R$ 566 milhões, novamente superando as estimativas feitas no início do ano. Por isso, a estimativa para a arrecadação do tributo até o final do ano foi revista, subindo de R$ 4,8 bilhões para R$ 5,6 bilhões.
Ainda em relação a março do ano passado, houve redução de 36,24% no recolhimento do Imposto de Renda na Fonte sobre rendimentos de capital, em virtude da cobrança da CPMF. Caiu o volume das aplicações de curto prazo, que se tornaram pouco atraentes com o aumento da tributação. Na análise sobre a arrecadação no curto prazo, comparando março com fevereiro, aparecem os mesmos indícios que têm deixado a equipe econômica confusa com relação às tendências do consumo.

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