Curitiba A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) contestou ontem o foco da pesquisa de emprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), apresentada na quarta-feira. O levantamento apontou que no primeiro trimestre do ano, o nível do emprego no Interior cresceu 1,96% e na Grande Curitiba 1,49%. Segundo o Dieese, o melhor desempenho no Interior é sazonal por conta das vagas geradas na agricultura e na agroindústria no início do ano.
O economista da Faep, Pedro Loyola, destacou que entre maio de 2004 e abril de 2005 foram gerados 5.357 empregos na agropecuária do Estado. No entanto de maio de 2005 a abril de 2006 foram criados apenas 298 postos de trabalho. Ele destacou que no primeiro semestre do ano sempre ocorre um grande número de admissões. Isto ocorre em virtude das colheitas de várias culturas demandarem maior contratação de mão-de-obra neste período. Já o segundo semestre é marcado pelo desligamento de trabalhadores. Ele estima que o setor vai fechar o ano com um grande desemprego em função da crise da agricultura.
Loyola destacou que dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apontam que o setor agropecuário paranaense registrou o pior resultado em contratações dos últimos quatro anos para o mês de abril. Em abril de 2003 foram criados 6.915 postos contra 4.849 em abril de 2006.

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