O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, disse ontem, ao sair da reunião preparatória do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira, que ficou definida a liberação de R$ 400 milhões para custeio da safra de café a partir de outubro, sendo 70% no ato da contratação e mais 30% em janeiro. Segundo ele, os empréstimos serão de até R$ 1,2 mil por hectare e os produtores solicitaram ao governo que as taxas de juros sejam de 9,5% ao ano, como foi estabelecido para o crédito rural. Mas o governo apresentou a proposta de correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais 3% ao ano. Os produtores insistiram nos 9,5% afirmando que numa economia estabilizada não é justo o Funcafé penalizar os produtores.
O assunto continuará a ser debatido em uma nova reunião prévia marcada para 8 de outubro. O secretário de Produtos de Base do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Maurício Assis, disse que o objetivo de mais uma reunião prévia é obter o consenso para a reunião oficial do Conselho no dia 14.
Os torrefadores de café também pediram na reunião uma ampliação do volume de café ofertado nos leilões universais. Mas ficou acertado que o Ministério da Indústria e do Comércio continuará regulando o mercado, definindo as ofertas. Maurício Assis disse que foi discutido ainda o ritmo dos embarques de café que tem sido um pouco lento nos últimos dois meses, que registraram exportações de 1 milhão e 1,2 milhão de sacas. Segundo o secretário, os exportadores acreditam que daqui para a frente o ritmo dos embarques aumentará um pouco. O secretário informou também que o MICT continua trabalhando com a estimativa de produção de 22 milhões de sacas na safra 96/97.

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