Cafeicultura brasileira perde um de seus líderes
A missa de sétimo dia do falecimento do cafeicultor José Ferroni foi realizada ontem, às 18h, na Igreja São Vicente de Paulo em Curitiba. Ferroni morreu na madrugada do último dia 28, aos 79 anos. Segundo informações de amigos, o cafeicultor foi vítima de um tumor cancerígeno no intestino. O corpo foi sepultado no Cemitério Iguaçu, em Curitiba, no mesmo dia de sua morte. Ferroni, que também sofria de diabete, foi encaminhado para o tratamento em Curitiba em janeiro, mas não resistiu ao agravamento da doença. Considerado um dos principais produtores de café do País, Ferroni dedicou a sua vida ao plantio e ao aperfeiçoamento da cultura na região de Jacarezinho, no Norte Pioneiro.
Ferroni se instalou no município de Ribeirão do Pinhal (57 Km a Oeste de Jacarezinho) na década de 50 com a aquisição da Fazenda Santa Amélia. Com a compra da fazenda, teve início a paixão pelo café. O produtor estimulava a pesquisa e sempre se dedicou ao cultivo da planta.
Ferroni, natural de Novo Horizonte (SP), integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na ocupação da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi condecorado por mérito e bravura. De acordo com os amigos, as características de coragem e disciplina dos expedicionários sempre o acompanharam na condução dos negócios na cafeicultura.
Os funcionários dizem que o cafeicultor, de temperamento austero, acompanhava todo o processo de produção. Desde o plantio e colheita até o embarque.
Ferroni foi um dos pioneiros na defesa da organização da cafeicultura paranaense. Na década de 60, participou da fundação e foi presidente do Sindicato Rural de Ribeirão do Pinhal.
O Grupo Fazenda Califórnia Ltda, fundado por José Ferroni, é composto por várias propriedades na região de Jacarezinho, que além do café, desenvolvem a pecuária.
A família divulgou nota informando que os trabalhos e projetos do grupo serão mantidos. A administração do grupo deve passar para a responsabilidade do seu filho, o engenheiro agrônomo Luiz Henrique Marconi Ferroni. Além do filho, o cafeicultor deixa a esposa Julieta Pierina Marconi Ferroni, duas filhas e netos.





