Cafeicultor acha que dinheiro é insuficiente para recuperação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de outubro de 2000
Guto Rocha De Londrina 
O presidente da Comissão Técnica do Café da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Wilson Baggio, disse ontem que os recursos aprovados pelo CMN para a recuperação do café geado são insuficientes. O plano emergencial apresentado pelo Paraná no dia 19 de setembro ao Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC) pedia R$ 80 milhões apenas para o Estado, diz. O CMN liberou R$ 70 milhões para café geado em todo o País.
Baggio explica que no plano apresentado ao CDPC estavam previtos R$ 10 milhões que seriam destinados ao replantio das lavouras que foram totalmente perdidas com as geadas. Mas o pedido foi desconsiderado porque o Funcafé entendeu que o replantio é um investimento, e não recuperação, comentou.
Segundo cafeicultor, além de o volume de crédito ser insuficiente para atender a todos os produtores, o prazo de pagamento previsto no voto do CMN também não atende às necessidades dos produtores. O cafezal que foi recepado leva no mínimo quatro anos para se recuperar completamente, comentou.
O dirigente sindical também criticou a prorrogação do prazo de pagamento do financiamento da colheita deste ano. Segundo ele, a exigência de se colocar o café classificado, tipo 6, como garantia vai inviabilizar a prorrogação para a maioria dos produtores do Paraná. Não foi levado em conta que as lavouras passaram por um período de seca, o que atrasou a florada. E a geada atingiu os cafezais quando mais de 60% da produção ainda estava no pé, o que provocou queda no tipo, comenta.


