Curitiba - O Ministério da Agricultura anunciou ontem a liberação de mais R$ 500 milhões para financiamento da estocagem de café da safra 2004/2005. Até agora, foram liberados R$ 500 milhões em duas etapas: a primeira de R$ 400 milhões no dia 29 de março e a segunda de R$ 100 milhões no dia 4 de maio.
Segundo o técnico do Ministério da Agricultura, Eduardo Chacur, os recursos são do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira e do próprio Banco do Brasil (BB) e serão liberados de acordo com a demanda de cada Estado. Os Estados que tradicionalmente mais procuram o BB são: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia.
Os valores destinados ao Paraná serão anunciados hoje, durante uma solenidade no Auditório Milton Alcover, em Londrina, com a presença de diretores do banco e autoridades do setor agrícola do Estado.
Os recursos já estão disponibilizados e os produtores poderão usar como garantia do pagamento o próprio café produzido. Este ano, o Governo Federal deverá liberar R$ 1,3 bilhão para a estocagem. Nos próximos meses, os outros R$ 300 milhões serão liberados. ''O dinheiro da estocagem é usado pelo produtor para que ele guarde o café até que os valores da saca melhorem. É uma oportunidade de investimento'', destacou Chacur.
A safra de café 2004/2005 soma investimentos de R$ 2,15 bilhões para a colheita e a comercialização através do BB, segundo o Ministério da Agricultura. Os recursos seriam suficientes para a estocagem de 12 milhões de sacas de 60 quilos de café. O Governo Federal tem atualmente 27 pontos de estocagem de café. Oitenta e sete por cento ficam em Londrina (18 estoques governamentais), 8% em Varginha (MG), 4% em São Paulo (SP) e 1% em Vitória (ES).
Dados do Ministério da Agricultura indicam que todos os estoques juntos somam hoje 4,8 milhões de sacas. Deste total, 4,2 milhões estão em Londrina. Nos últimos leilões promovidos pelo Governo Federal foram ofertadas 452 mil sacas no mercado interno, sendo 430 mil vendidas pela média de R$ 153,40 a saca.
No mercado internacional, a saca foi vendida em leilão num preço médio de US$ 74,27 (cerca de R$ 228,75), gerando receita de US$ 129,4 milhões (aproximadamente R$ 390,8 milhões). O Brasil exportou 1,7 milhão de sacas de café. Os destinos preferidos foram: Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Bélgica.
As previsões do Ministério da Agricultura de safra deste ano são melhores em Minas Gerais (36 milhões de sacas beneficiadas), Espírito Santo (14,2 milhões), São Paulo (10 milhões), Paraná (4,9 milhões) e Bahia (4,7 milhões).

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