Todo plantio de café, dentro da campanha de revigoramento da cafeicultura, terá financiamento do Banco Mundial. Não há linha específica para o produto, mas os recursos estão disponíveis através do Programa Paraná 12 Meses, que este ano contará com US$ 20 milhões. A opção pelo financiamento do café ou outro produto é dos Conselhos Municipais criados para administrar os recursos.
A informação foi dada ontem de manhã, em Londrina, pelo secretário da Agricultura Antônio Poloni, ao falar no ‘‘Encontro Técnico da Cafeicultura’’, que reuniu 600 pessoas entre técnicos e agricultores envolvidos na campanha ‘‘Café Qualidade Paranᒒ. Segundo Poloni, com base em dados do Deral, os produtores de café do Paraná podem ter uma receita adicional de US$ 25 milhões até o ano 2002 se priorizarem a qualidade da produção, conforme a orientação da pesquisa. Cuidados simples na colheita garantem melhores preços e renda para o produtor.
Poloni sugeriu que não basta produzir, é preciso produzir dentro a técnica e buscar qualidade. E defendeu que a busca da qualidade não vise apenas a exportação mas o mercado interno que tem um grande potencial para ser ampliado.
Além do secretário da Agricultura, falaram ainda o vice-presidente do Conselho Nacional do Café, Manoel Bertone; o presidente do Iapar, Florindo Dalberto; o presidente da Sociedade Rural, Francisco Galli, e os técnicos Francisco Barbosa e Armando Androciolli Filho. Os técnicos apresentaram dados comparativos sobre as vantagens de usar técnicas que resultem em qualidade e tipo. E Galli defendeu que os benefícios da qualidade sejam distribuídos a toda a cadeia produtiva do café, inclusive os produtores. Estavam presentes lideranças agropecuárias como o presidente do Sindicato Rural, Edison Mazei Ponti, presidentes de cooperativas, representantes das bolsas de cereais
No encerramento do encontro, Poloni voltou a falar sobre a importância da qualidade e destacou a estrutura que o Estado está colocando à disposição da campanha, através da Seab, e órgãos da iniciativa privada como a Bolsa de Mercadorias (BCML) e cooperativas, ao todo quase 300 técnicos. Só a Emater está mobilizando 210 engenheiros agrônomos extensionistas.
O ponto central da campanha ‘‘Café Qualidade Paranᒒ é a conscientização do produtor. O presidente do Iapar e coordenador técnico do evento, Florindo Dalberto, considerou positivos os depoimentos dos produtores. A julgar pelas informações e experiências de campo, o Paraná está caminhando para a definição de um padrão de qualidade do seu café.

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