Café retido nos armazéns soma 50 mil sacas
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terça-feira, 11 de julho de 2000
nês Figueiró Agência Estado 
O plano de retenção da oferta de café, em vigor desde 15 de junho, começa a deixar os limites do papel e entrar na vida dos diferentes agentes do mercado. O café retido nos armazéns oficiais soma 50 mil sacas, volume que serve de lastro para a exportação de 250 mil sacas de café. O secretário de produção e comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Cézar Samico, informou que até o final de julho, o total retido será suficiente para lastrear a retenção de um milhão de sacas de café para a exportação.
O sucesso do plano internamente, segundo o secretário, deverá elevar as retenções diárias, hoje entre seis mil e sete mil sacas, para 10 mil a 12 mil sacas já em agosto. Por enquanto, o plano está sendo viabilizado pelo setor exportador. Para obter os registros de embarque, cada empresa faz sua retenção individual. Já a adesão do produtor está atrelada à liberação de recursos para financiar o programa, conforme informou o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenez.
Mas o financiamento ainda não se materializou. O governo diz que já liberou a primeira parcela de R$ 150 milhões, de um total de R$ 300 milhões destinados ao programa. O coordenador-geral do departamento do café do Ministério da Agricultura, Nivardo Gallo, disse em entrevista à Agência Estado que os recursos estão disponíveis nas agências desde o dia 29 passado. A assessoria de imprensa da superintendência do Banco do Brasil em Minas Gerais não confirma a chegada dos recursos e informa que a liberação ainda aguarda a assinatura da carta reversal entre o banco e o ministério, que deve ser assinada ainda esta semana.


