Pelo segundo dia consecutivo as cotações do café registraram queda no fechamento da Bolsa de Nova York. Neste período, as baixas somaram 1,2 ponto nos contratos de julho, o que representa uma queda de US$ 12,00/saca de 60 kg. No mercado interno, as quedas somam R$ 15,00/saca. Segundo o corretor do Escritório Marrequinho, de Londrina, Márcio Tavares de Menezes, a queda foi provocada pelo anúncio do relatório da F.O. Licht, importadora da Alemanha, apontando que a safra brasileira atinja 38 milhões de sacas. A previsão do Departamento Nacional do Café (Denac) é de que o Brasil colha 31 milhões de sacas.
Menezes disse que o mercado ontem ficou ‘‘completamente’’ paralisado. ‘‘Tanto compradores como vendedores desapareceram’’, comentou. A saca do café foi cotada a R$ 175,00/180,00. O corretor observou ainda que o mercado tem demonstrado que a oferta é maior que o interesse pelos compradores. ‘‘Mesmo nos leilões de CPR é possível notar isso. Ontem (quinta-feira) a saca ficou em R$ 143,00 no leilão. Hoje (ontem) a saca já era negociada a R$ 140,00 no leilão de CPR’’, comentou.
O vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Paraná, Devanil Vicente Ferreira, disse que ‘‘as especulações em torno da nova safra já começaram’’. Ele observou que a tendência é de que os preços continuem a cair. ‘‘A safra nova já está entrando. No Norte de Minas Gerais já existem lotes formados de 500 mil sacas’’, comentou. Ferreira disse que outro fator baixista, é o pequeno interesse por parte dos importadores. ‘‘Muitos têm estoques para 90 dias, e sabem que as ofertas vão aumentar’’, afirmou.
Para Ferreira, os produtores devem aproveitar o momento para desovar o café remanescente. ‘‘Apesar das quedas, os preços ainda estão bons. É uma oportunidade para fazer caixa para colheita’’, disse. O corretor observou ainda que no segundo semestre os compradores darão preferência pelo produto da safra nova.

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