Café paranaense é premiado em concurso
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Os melhores cafés produzidos no Estado foram premiados, ontem, durante a cerimônia do programa Qualidade Café Paraná, em Londrina. Os dois melhores produtores de café natural e cereja descascado participirão do prêmio nacional de qualidade, que será realizado na próxima semana pela Associação Brasileira da Indústria Cafeeira (Abic), e o café produzido por outros três produtores das duas categorias foram leiloados para indústrias paranaenses de torrefação.
Participaram do leilão quatro indústrias - Corol, Cacique, Damasco e o Sindicato das Empresas Torrefadores do Paraná. O lance mínimo do leilão era de R$ 380 a saca (valor 50% maior ao da cotação de ontem da Bolsa de Mercadorias e Futuros-BM&F). Os lances foram feitos em sigilo, depois da análise da qualidade do café. Cada lote era de dez sacas. O lote mais caro foi vendido para a Corol por R$ 446,60. A intenção da indústria é lançar posteriormente uma edição limitada.
A proposta principal do programa é inserir o Estado no cenário dos melhores cafés do Brasil. ''Queremos mudar a imagem de que o café do Paraná não tem qualidade. Não queremos ser o maior produtor, nossa proposta é investir na qualidade'', afirmou Paulo Franzine, secretário executivo da Câmara Setorial do Café Paranaense. Segundo ele, o Estado tem um clima diferenciado, que favorece a homogeneidade dos grãos.
O concurso é realizado pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, participaram cerca de 280 produtores de 42 municípios. Foram realizados concursos em seis regiões do Estado. Para melhorar a qualidade do café paranaense, a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e a Emater investem no desenvolvimento de novos modelos de plantio - como o café adensado - e a colheita seletiva, no pano. O Paraná produz cerca de 2,5 milhões de sacas. É uma boa produtividade, se considerada a área plantada, de acordo com Franzine.
Foram premiados no concurso de qualidade paranaense os produtores Rold Cheida Pereira (Mandaguari), Benedito Aparecido de Oliveira (Apucarana, café natural), Shigueo Yamamoto (Apucarana) e Luiz Boraneli (Curiúva, cereja descascado). Ainda foram premiados: Adão Lenartovicz, de Cambira; Luiz Recco Neto, de Apucarana; Selvino Alves de Souza, de Arapongas (natural); Pedro Alcântara Ribeiro Neto, de Carlópolis; Luiz Fernando de Andrade Leite, de Nova Fátima; e Maria Rosa do Valle Boraneli, de Curiúva (cereja descascado).


