SÃO PAULO - O preço do café arábica na Coffee, Sugar & Cocoa Exchange, de Nova York, registrou ontem os maiores valores desde o segundo semestre de 1994. Para março, o contrato spot (próximo vencimento), fechou a 185,45 cents a libra-peso, alta de 1.130 pontos (6,49%). Durante o pregão a máxima foi de 187 cents, 1.285 pontos, cotação que se iguala ao patamar do segundo semestre de 1994, ano da mais recente geada nos cafezais brasileiros. Para maio, o vencimento seguinte, terminou o pregão em 172,85 cents, alta de 960 pontos (5,88%).
O mercado, dirigido pela escassez de arábica, foi torpedeado por previsões pessimistas sobre a safra colombiana. A Federación Nacional de Cafeteros de Colombia informou que o país produzirá apenas 10,4 milhões de sacas, quebra de 1 milhão em relação à safra anterior. Há estimativas extra-oficiais que apontam volume ainda menor, 8,3 milhões.
A Federación informou ainda que passará a vender café de seus estoques, estimados em 5,981 milhões de sacas, para honrar sua cota no acordo de exportação da Associação dos Países Produtores de Café, de 10,450 milhões de sacas nos 12 meses, a se encerrar em junho. No mesmo período, o Brasil pode exportar no máximo 14,860 milhões de sacas.
A Bolsa de Londres, que negocia basicamente café robusta, também fechou em alta. Para março teve valorização de US$ 20, subindo para US$ 1.545 a tonelada. Para maio avançou US$ 35, para US$ 1.580. O mercado de robusta está muito mais abastecido que o de arábica por causa das grandes safras dessa variedade na África e na Ásia.

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