Café fecha com forte queda na Bolsa de NY
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terça-feira, 18 de fevereiro de 1997
Guto Rocha 
As cotações do café registraram forte queda ontem na Bolsa de Nova York, fechando com baixa de 975 pontos. No mercado interno, as cotações caíram em média R$ 10,00 por saca e os negócios ficaram paralisados. A saca do café rio foi cotada a R$ 150,00 e o café bedida dura, tipo 6, ficou em R$ 175,00/saca.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Estado do Paraná, Devanil Vicente Ferreira, o principal motivo da queda das cotações foi o fim da greve na Colômbia. Até ontem só o Brasil estava vendendo café no mercado internacional, e agora voltamos a ter um concorrente, comenta.
Ferreira acredita que os preços do café devem se recuperar da queda registrada ontem. Ele observa que os estoques internos e externos são curtos. Além disso, continua Ferreira, o mercado não pode contar com os estoques do governo porque a qualidade do produto atende apenas o mercado interno. O produtor sabe disso e vai vender sua produção gradativamente para não derrubar os preços, diz.
O relatório do Greencoffe divulgado ontem, logo após o fechamento da Bolsa de Nova York, informa um aumento de 15 mil sacas de café nos estoques americanos. Mas, segundo o analista de mercado da Carraro Agrobusiness, de Maringá, Walter Coutinho Júnior, o relatório não deve causar impacto no mercado de café.
Soja Já a soja fechou com forte alta no pregão de ontem na Bolsa de Chicago. Para maio, as cotações do grão tiveram uma alta de 779 pontos, o que representa uam alta de US$ 0,18/bushel. Segundo analista da Carraro Agrobusiness, a alta foi provocada pelas chuvas que atrasaram o início da colheita de soja no Brasil. Outro motivo, segundo Coutinho Júnior, foi o aumento da utilização de grãos na fabricação de ração divulgado pelo USDA. Isso provocou corrida na compra de milho, que acabou refletindo nos preços da soja.


