As cotações do café registraram forte queda ontem na Bolsa de Nova York, fechando com baixa de 975 pontos. No mercado interno, as cotações caíram em média R$ 10,00 por saca e os negócios ficaram paralisados. A saca do café rio foi cotada a R$ 150,00 e o café bedida dura, tipo 6, ficou em R$ 175,00/saca.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Estado do Paraná, Devanil Vicente Ferreira, o principal motivo da queda das cotações foi o fim da greve na Colômbia. ‘‘Até ontem só o Brasil estava vendendo café no mercado internacional, e agora voltamos a ter um concorrente’’, comenta.
Ferreira acredita que os preços do café devem se recuperar da queda registrada ontem. Ele observa que os estoques internos e externos são curtos. Além disso, continua Ferreira, o mercado não pode contar com os estoques do governo porque a qualidade do produto atende apenas o mercado interno. ‘‘O produtor sabe disso e vai vender sua produção gradativamente para não derrubar os preços’’, diz.
O relatório do Greencoffe divulgado ontem, logo após o fechamento da Bolsa de Nova York, informa um aumento de 15 mil sacas de café nos estoques americanos. Mas, segundo o analista de mercado da Carraro Agrobusiness, de Maringá, Walter Coutinho Júnior, o relatório não deve causar impacto no mercado de café.
Soja Já a soja fechou com forte alta no pregão de ontem na Bolsa de Chicago. Para maio, as cotações do grão tiveram uma alta de 779 pontos, o que representa uam alta de US$ 0,18/bushel. Segundo analista da Carraro Agrobusiness, a alta foi provocada pelas chuvas que atrasaram o início da colheita de soja no Brasil. Outro motivo, segundo Coutinho Júnior, foi o aumento da utilização de grãos na fabricação de ração divulgado pelo USDA. Isso provocou corrida na compra de milho, que acabou refletindo nos preços da soja.

mockup