Café espresso cai no gosto dos consumidores
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segunda-feira, 09 de abril de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O café é uma das bebidas mais populares no Brasil. E, quanto mais saborosa e incorpada, mais apreciada entre os consumidores. Talvez, por isso, o mercado do café tipo espresso venha crescendo significativamente no País. De qualidade mais acentuada, por conta de algumas caracteríticas de elaboração, o cafezinho preparado sob pressão, em doses individuais e feito especialmente para ser saboreado no exato momento da extração caiu de vez no gosto dos consumidores.
As máquinas que preparam a bebida estão espalhadas pela cidade: em padarias, confeitarias, lojas de conveniência, bancas de revistas, e cada dose custa em média R$ 1. Algumas lojas de outros segmentos também oferecem o cafezinho como cortesia aos clientes. Dados não oficiais da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) dão conta que a comercialização do café tipo espresso tem obtido um crescimento próximo de 15% ao ano.
Dados mais recentes da entidade apontam que o consumo de todos os tipos da bebida aumentou 5,10% em 2006. O consumo chegou a 16,33 milhões de sacas: dessas, estima-se que 2% tenha sido de grãos torrados para espresso. Ao total, cada brasileiro consumiu em média 4,27 quilos de café torrado, quase 70 litros.
O bom desempenho do setor tem a contribuição de pessoas como o advogado Albertino Bernardo de Lima Junior que aparece na confeitaria próxima da sua casa quase todos os dias para tomar, pelo menos, uma dose de café espresso. ''Há mais de oito anos venho à confeitaria quase todos os dias. Primeiro porque não faço café em casa, também porque sempre que posso dou preferência ao espresso. Além disso, tomo um cafezinho sempre lendo uma revista ou jornal''.
Albertino, que diz não saber diferenciar as nuances de um tipo de café para outro, afirmou que gosta da bebida bem forte. Por isso, talvez, o espresso tenha caído no gosto do advogado. ''Gosto dele bem preparado, curto - que é o mais forte que o normal - com pouco açúcar e com o creme por cima'', descreveu. Para o consumidor, um bom café pela manhã é a maneira que ele encontra de ordenar as idéias do dia e ''aquecer o motor''.
A corretora de seguros Andréa Borghesi Chaves é outra que também não vive sem um bom café espresso. ''Todo dia vou, pelo menos, umas duas vezes à confeitaria próxima do meu escritório. Adoro o café espresso, é mais forte e encorpado'', afirmou Andréa. Ela acrescentou que gosta do cheiro da bebida, do aroma e da textura do café.
Para a corretora, tomar café em um local apropriado, com amigos ou mesmo clientes é um ''programão''. ''Sou descendente de italianos e lá na Europa essa cultura de cafeterias é muito comum, tomei gosto por isso quando viajei pra lá. Tomar café com amigos, o marido, alguém da família é um programa ótimo para estreitar os laços de amizade'', garantiu Andréa.


