Curitiba- A cesta básica de alimentos de Curitiba fechou fevereiro com alta de 1,77%. O aumento foi puxado pelas elevações do café (26,15%), da batata (25%) e do tomate (13,59%). Caso estes três produtos tivessem ficado estáveis, a cesta teria uma queda de 1,19%. A cesta de Curitiba foi a sexta mais cara entre 16 capitais pesquisadas. Em porcentual teve o nono maior aumento. Em fevereiro, o custo da alimentação básica para uma família curitibana foi de R$ 519,90.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, explicou que a alta do café não ocorreu apenas em Curitiba mas em 13 das 16 capitais pesquisadas. A Capital teve a maior elevação do produto. O aumento foi provocado porque o café está em período de entressafra. A expectativa é que a safra 2007/2008 seja bem menor do que no ano passado. Ele lembrou que o aumento para o produtor rural ficou entre 6% e 7% e que a elevação maior ocorreu no varejo. Silva acredita que o reajuste não deve se sustentar. O Rio de Janeiro teve o segundo maior aumento com índice de 14,63%.
A batata tinha caído 5% em janeiro e está no final da safra. Silva disse que em fevereiro houve um aumento da demanda pelo produto com o final do período de férias. Em fevereiro de 2006, o quilo da batata custava R$ 1,73 e no mês passado R$ 0,95. Isso significa que ainda está em um patamar de preço baixo e deve subir ainda mais para o consumidor.
O tomate subiu 30% em janeiro. Nos dois primeiros meses do ano ficou 48,1% mais caro. O produto chegou ao final de 2006 custando R$ 1,58 e no mês passado saía por R$ 2,34. O aumento da batata ocorreu em 15 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Curitiba teve a 10 maior variação. O produto aumentou em função das fortes chuvas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro o que reduziu a oferta. A safra do tomate vai até abril.
O leite foi o produto que mais caiu entre os 13 que fazem parte da cesta básica com redução de 12,90% em fevereiro. Como o produto tinha subido 12,73% em janeiro, Silva acredita que em fevereiro ocorreu uma recuperação de preços.
No ano, a cesta de Curitiba teve alta de 3,17% e ficou mais cara em 15 das 16 capitais pesquisadas. A maior alta foi em Recife (12,70%) seguida de Vitória (9%) e Belo Horizonte (8,09%). Curitiba ficou na nona colocação. A única capital com queda no ano foi Porto Alegre (-0,74%).
Nos últimos 12 meses, a cesta de Curitiba subiu 8,85% e ficou mais cara em todas as capitais que fazem parte da pesquisa. As maiores altas foram em Recife (17%), Belo Horizonte (13,90%) e Belém (12,64%). Curitiba também ficou na nona colocação neste caso. Os produtos que mais subiram em Curitiba, neste ano, foram o tomate (48,10%), o café (22,33%) e a batata (18,75%). Em março, a cesta vai depender muito do que acontecer com o preço da batata e do tomate.

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