Apesar dos preços atuais, os cafeicultores paranaenses lucraram de 1998 a 2001 com o produto. Os que adotam o sistema adensado de plantio (mais pés plantados na mesma área) lucraram mais. Já a safra de 2001 não foi favorável: parte do cafezal foi danificada pela geada, e os preços do produto caíram muito.

Tradicional ganha menos: a análise é de Margorete Demarchi, do Deral paranaense. Segundo ela, a situação econômica é mais complicada para os produtores de café do sistema tradicional, que representa 63% da área do Estado. Esses produtores têm produtividade média de 15 sacas por hectare.

Em 1998, os produtores de café do sistema tradicional desembolsaram, em média, R$ 85 por saca produzida. Neste ano, os gastos somaram R$ 115. No mesmo período, os gastos dos produtores de café adensado passaram de R$ 54 para R$ 74.

Rentabilidade: os ganhos médios dos produtores do café tradicional superaram em 36% os custos de 1998 a 2000. Já em 2001, o valor recebido pela saca não cobriu os custos. No sistema adensado, a lucratividade de 1998 a 2000 foi de 112%. Neste ano, é de 22%.

Os dados de Margorete mostram que a opção dos produtores paranaenses pelo café adensado é uma questão de sobrevivência nos períodos de preços baixos no mercado internacional. Foi o que ocorreu em 2001.

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