Café acumula alta de 35,7% na semana
Guto Rocha
De Londrina
Os preços do café dispararam esta semana nos mercados interno e externo em consquência da seca na região Sul e do cerrado de Minas. As cotações na Bolsa de Nova York acumulam alta de três mil pontos desde segunda-feira. Só ontem, os contratos de dezembro fecharam 119,35 centavos de dólar por libra-peso (+2.280 pontos).
O mercado interno, só esta semana, teve alta de 35,75% ou R$ 50,00/saca. No Paraná, o café de bebida dura, tipo 6, foi negociado ontem a R$ 190,00 (R$ 140,00 na sexta-feira). Alguns negócios com café extra-fino paranaense chegaram a R$ 200,00/saca. No cerrado mineiro, referência para outras praças, o café fino foi cotado a R$ 220,00 (R$ 208,00 ao produtor).
O vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Paraná, Devanil V. Ferreira, afirmou que os preços pagos no mercado interno não refletem as altas de Nova York. Os importadores ainda não absorveram esta elevação, ainda não estão pagando os preços que estão na tela, comentou.
No entanto, o corretor afirmou que o mercado é especulativo e perigoso. Ferreira disse que este é um bom momento para a realização de negócios. As primeiras notícias de chuvas na região do cerrado mineiro podem derrubar estes preços. Os produtores devem aproveitar este momento de alta: o mercado só deve voltar a reagir eme dezembro, com o inverno no hemisfério Norte, quando há aumento do consumo do café, disse.
A seca sustentou estas altas por causa da quebra da safra que o mercado está trabalhando. As primeiras previsões indicavam uma produção de 40 milhões. Há um mês, em consequência da seca, a previsão caiu para 35 milhões de sacas. Agora, com a avaliação das primeiras floradas, a previsão foi reduzida para 32 milhões de sacas.





