Arquivo FolhaReação previstaJosé Carlos Gomes de Carvalho, presidente da Fiep: prognóstico de virada dos números nos próximos mesesA indústria paranaense fechou o quinto mês consecutivo com queda nas vendas e o oitavo mês com redução do número de empregos. O último levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) mostra que fevereiro teve uma diminuição de 0,5% na venda de produtos para o comércio sobre o mês de janeiro. O desemprego aumentou 0,7% entre janeiro e março.
O desemprego na indústria representou o fechamento de 2,1 mil postos de trabalho. Hoje, as indústrias respondem pelo emprego de 320 mil trabalhadores. A demissão mais acentuada foi entre novembro e dezembro, por causa da crise asiática. O nível de emprego sobre fevereiro do ano anterior teve uma queda de 4%. O emprego na indústria paranense apresentou um percentual de aumento de 5% sobre a média de 92, quando a pesquisa da Fiep começou a ser feita.
A estimativa do presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho, é que a tendência de demissão e queda nas vendas vai se reverter nos próximos meses. ‘‘Apostamos numa recuperação, pois as taxas de juros estão reduzindo e isso estimula o mercado consumidor’’, afirmou Carvalho.
O presidente da Fiep disse que as vendas na indústria foram prejudicadas por dois fatores básicos: aumento da exportação de produtos agrícolas e crise nas bolsas asiáticas. ‘‘Os produtores exportaram in natura, pois foi mais vantajoso do que vender para a indústria paranaense’’, disse.
Desde a queda do mercado asiático, a atividade industrial teve as maiores reduções. De novembro em relação a dezembro, a queda foi de 13,8%. Em janeiro a redução nas vendas foi de 5,2% e em fevereiro foi de 0,5%. Os números do trimestre mostram que os números negativos nas vendas estão cada vez menores, o que pode sinalizar uma recuperação de mercado.
Os setores que mais sofreram com a queda nas vendas foram o de perfumaria e sabões com uma redução de 35,5%; minerais não metálicos, com variação negativa de 11,5%; material elétrico, com -8,7%. Os setores que mais cresceram foram material de transporte (16,8%), têxtil (9,7%) e produtos farmacêuticos e veterinários (5,7%).
‘‘O setor têxtil apresentou uma recuperação. No ano passado, o segmento fechou no vermelho com queda de 8,6%’’, lembrou o presidente da Fiep. Quanto aos salários, houve queda real de 4,5%. As fábricas paranaenses estão trabalhando com uma capacidade instalada de 75%.

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