Caem produção e vendas industriais no 1º trimestre
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segunda-feira, 05 de maio de 1997
Agência Estado 
RIO - A Sondagem Empresarial da Pequena e Média Indústria, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou queda na produção em 39% das empresas, nas vendas de 42,2% e do faturamento de 63,8% das 650 indústrias de 16 estados que participaram da pesquisa. Os números se referem ao primeiro trimestre deste ano e mostram que 58% das indústrias têm expectativas favoráveis quanto ao meses abril, maio e junho.
Entre as indústrias pesquisadas, 62,3% não realizaram investimentos no período, sendo que entre as indústria de médio porte (com 100 a 499 empregados), 51,6% fizeram investimentos principalmente para aquisição de máquinas e equipamentos e ampliação e modernização das instalações. Quanto à utilização da capacidade, 28,7% das indústrias analisadas utilizaram mais de 80% da capacidade instalada, sendo que 39,6% das empresas de médio porteutilizaram mais de 80% e apenas 22,9% das pequenas indústrias chegou a esse patamar.
O melhor desempenho do trimestre foi verificado nos setores de material elétrico, mecânico, metalúrgico e têxtil e o pior desempenho ficou com os setores de editorial e gráfico, bebidas, vestuário e calçados. Nos estados, os melhores desempenhos, considerando-se os indicadores de produção, venda física e faturamento, ficaram com Minas Gerais, Santa Catarina, Pará e São Paulo. Em São Paulo, foram registrados aumentos de 26,43% na produção, de 31,42% nas vendas físicas e de 38,92% no faturamento.
O chefe do departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (Dampi) da CNI, Luiz Carlos Barboza, disse que esses resultados já eram esperados devido à costumeira queda na atividade verificada sempre nesse período do ano. Para o sub-chefe do departamento econômico da CNI, Flávio Castello Branco, os números da Sondagem mostram uma moderada trajetória de expansão da atividade dessas indústrias, sem sinais de aquecimento conforme vem temendo o governo.
Para Castello Branco, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), só terá impacto para as indústrias que participam da cadeia produtiva de automóveis e autopeças, o que não deverá refletir negativamente nos índices gerais de produção no próximo trimestre.


