Alíquota de 60% de Imposto de Importação (II), além dos outros tributos, pequena escala de vendas por causa da base de clientes relativamente enxuta, uma alta acumulada do dólar, expansão da pirataria com o crescimento dos arquivos em MP3 e, para fechar, dificuldade redobrada no embarque de produtos provenientes dos Estados Unidos após os ataques terroristas de 11 de setembro último.
Ao que parece, tudo conspira contra a sobrevivência das lojas de varejo da internet especializadas na importação e comercialização de produtos de entretenimento e cultura como CDs, DVDs e VHS.
Para driblar a crise, as lojas do setor investem na especialização e buscam produtos que afaguem o ego de consumidores/colecionadores ansiosos por raridades de seus ídolos, além de buscar a ampliação de vendas de produtos nacionais.
Segundo levantamento realizado pelo instituto de pesquisas on-line Opinia, 65% das pessoas que disseram adquirir produtos pela internet informaram comprar CDs e DVDs pela rede. E mais: dados divulgados pela publicação ''The Industry Standard'' apontam que o segmento de varejo de música, vídeo e livros lidera o comércio na internet brasileira e deve fechar este ano com um faturamento de US$ 41 milhões, seguido pelos setores de viagens e informática (US$ 30 milhões cada), aparelhos eletrônicos (US$ 16,9 milhões) e móveis e eletrodomésticos (US$ 4,8 milhões).

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