Caem as vendas da indústria do Paraná
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Nos primeiros nove meses deste ano, as indústrias paranaenses tiveram uma queda de 0,74% em suas vendas em relação ao mesmo período de 2001. A expectativa do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, no entanto, é que o setor feche o ano com números semelhantes aos do ano passado. Em 2001 as vendas aumentaram 24,5%. ``Foi um ano excepcional. Em função das crises, nós já esperávamos uma queda este ano``, explicou.
Um dos setores que pode impulsionar o crescimento nas vendas, segundo o presidente da Fiep, é a indústria de bebidas, que normalmente tem um incremento no final de ano. Com vendas em alta em 2001, este ano a pesquisa da federação apontou uma queda de 23,92% no desempenho das fábricas de bebidas. Essa queda, de acordo com Carvalhinho, é resultado de uma série de investimentos que o setor fez no último ano.
O crescimento das vendas em setembro, de 7,64% em relação a agosto, ajudaram a animar ainda mais as indústrias. Outro dado otimista refere-se ao faturamento real das indústrias, em 133,9% superior à média praticada em 1992. ``Esse é o maior índice da série histórica da Fiep desde 1992``, comemora Carvalhinho.
De acordo com a pesquisa da Fiep, de janeiro a setembro deste ano só quatro setores tiverem desempenho negativo: material elétrico e comunicações, que caíram 61,97%; além de bebidas; vestuário, calçados e artefatos de tecido; e material de transportes. Os produtos farmacêuticos e veterinários tiveram o maior cresciemnto de vendas, de 48,15%. Isso deve-se, segundo Carvalhinho, principalmente em função do incremento das medidas profiláticas na pecuária.
Por outro lado, um balanço no nível de emprego nas indústrias apontou um crescimento de 7,7% nos primeiros nove meses, o correspondente a 39,5 mil novos empregos. ``Isso mostra que o melhor nível de emprego, hoje, é no Paraná``, diz, lembrando que a média nacional de crescimento do emprego nas indústrias é de 5%. Segundo ele, este número é resultado das 9 mil novas indústrias instaladas no Estado nos últimos anos.
O presidente da Fiep também se mostrou bastante otimista em relação ao futuro e disse não ter nenhum temor com as políticas a serem implementadas pelos novos presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e governador Roberto Requião (PMDB). Uma de suas expectativas refere-se à criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico, já anunciado por Lula, que reunirá empresários de vários ramos para avaliação e apresentação de propostas para o setor.


