Brasília - O aumento do desemprego e da inflação corroendo a renda e a alta do dólar e dos juros tornando outros investimentos mais atrativos levaram a poupança a sangrar novamente no mês passado. O saldo negativo de R$ 6,639 bilhões foi o maior para meses de fevereiro dos últimos 21 anos. A fuga da caderneta vem ocorrendo desde o ano passado, mas se acentuou no começo deste ano, fazendo com que o primeiro bimestre de 2015 seja o pior para essa aplicação desde 1995, quando o Banco Central começou a fazer o levantamento que existe hoje.

Em janeiro, a evasão foi ainda mais forte, de R$ 12,032 bilhões, o maior para qualquer mês da história. Com isso, o primeiro bimestre de 2015 já conta com saques R$ 18,670 bilhões maiores do que os investimentos. Em igual período ano passado, as retiradas líquidas somavam R$ 11,792 bilhões. O aumento do deficit de janeiro e fevereiro de um ano para o outro foi de 58%.

Para meses de fevereiro, a pior marca até agora havia sido registrada no ano passado, quando as retiradas ficaram R$ 6,264 bilhões maiores do que os investimentos. O resultado do mês passado só não foi pior porque no último dia ingressaram R$ 2,507 bilhões na poupança. Até então, a conta estava negativa em R$ 9,146 bilhões. Isso ocorre com o tradicional aumento dos depósitos na caderneta no último dia útil por causa de aplicações automáticas da conta corrente que alguns investidores já deixam programadas para ocorrer.

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