Vai-se falar muito que em junho a mudança no cálculo da Taxa Referencial (TR) e a volta da CPMF vão tornar a caderneta mais atraente. É bom que o investidor saiba que não é bem assim. A caderneta, embora com rendimento acima da inflação, continuará sendo opção menos rentável que os fundos de investimento.
Com a alteração no cálculo da TR, a caderneta passará a render algo em torno de 65% da taxa média líquida (após o desconto de 20% de Imposto de Renda) dos CDBs. Essa taxa média tem o nome de Taxa Básica Financeira (TBF). De fato, essa alteração melhora o desempenho médio da caderneta em relação ao que ela vinha apresentando. Pela fórmula que vigora até hoje, a caderneta tem rendimento muito instável: para ter uma idéia, considerando os 21 vencimentos este mês até o dia 21, 16 tiveram rendimento entre 48,24% e 64,29% da TBF líquida, portanto abaixo da nova relação de 65%; 5 vencimentos apenas, do dia 1.º ao dia 5, vão remunerar o poupador com rendimento acima de 65% da TBF líquida, de 65,97% a 71,09%. Isso trazia muita instabilidade à aplicação e vinha afastando investidores, daí a mudança.
Ocorre que os fundos de 30 dias, concorrentes diretos da caderneta, renderam em média nos últimos quatro meses 88,50% dessa taxa média líquida; já os fundos de 60 dias DI renderam em média 100,50% dela. Portanto, são remunerações bem superiores das que a caderneta oferece.

mockup