Depois do péssimo desempenho em fevereiro, a caderneta recupera-se em março, oferecendo rendimento mais próximo do pago pelas outras aplicações de renda fixa. As estimativas são de que a caderneta em março (dia 1º) renderá 1,45%; os CDBs acima de R$ 100 mil, 1,89%; os fundos de 60 dias, 1,77%; os fundos de 30 dias, 1,62%; e os CDBs na faixa de R$ 10 mil, 1,52% (as projeções estão livres do Imposto de Renda). Caso o poupador consiga driblar a CPMF tanto na aplicação (depositando cheque de terceiro) como no saque (alguns bancos isentam saques em 30 dias, e não apenas em 90), a caderneta pode ser até mais rentável que os fundos de 30 ou 60 dias e os CDBs de pequenas quantias, que não oferecem brecha para evitar a CPMF.
O motivo para que a caderneta tenha melhor desempenho em março é técnico. O redutor que será aplicado sobre a Taxa Básica Financeira (TBF) em março, para apurar a Taxa Referencial (TR), cairá de 1,63%, em fevereiro, para cerca de 1,35%. Isso ocorrerá porque o redutor será calculado com base nas TBFs dos últimos cinco dias úteis de fevereiro, as quais foram baixas porque, como o mês era mais curto, embutiam um número menor de dias úteis. Esse redutor menor será aplicado sobre TBFs maiores em março, porque o mês tem mais dias úteis. Assim, a TR e a rentabilidade da caderneta serão maiores. Em fevereiro, ocorreu o contrário: um redutor mais alto foi aplicado sobre TBFs menores, reduzindo o rendimento da caderneta.

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