Cadeia têxtil investe no front externo
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sábado, 24 de novembro de 2001
Vânia Casado<br>De Curitiba 
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Paulo Skaf, lançou, ontem, em Curitiba, a modelagem do programa para aumentar as exportações da cadeia produtiva do setor têxtil. A expectativa é elevar até 2005 as exportações para US$ 4,3 bilhões. Atualmente, o setor exporta US$ 1,4 bilhão entre roupas e fios.
Para atingir esse valor, Skaf está pregando a união da indústria têxtil e de confecção de todos os estados. Ele destaca que Estados Unidos e Europa são mercados compradores de roupas brasileiras e por isso defende a união de esforços para explorar melhor esse potencial. Além de fios naturais, o Brasil exporta desde jeans, camisetas, lençóis, toalhas, roupas de banho, moda íntima, entre outros produtos.
Skaf anunciou a nomeação de um diretor da Abit para atuar no Paraná. Segundo ele, esse profissional vai atuar em conjunto com o Sindicato do Vestuário e da Indústria Têxtil do Estado para prestar serviços que estimulam o aumento das exportações. A diretora vai concentrar serviços de consultoria em comércio exterior, produção com respeito ao meio ambiente como exigem os importadores, marketing, organização de eventos, feiras exposições, imprensa, enfim todos os serviços que as empresas precisam para tornar seus produtos conhecidos lá fora.
Segundo Skaf, o setor têxtil brasileiro está contribuindo com um superávit de US$ 100 milhões na balança comercial este ano. Isso representa um ganho de produtividade, considerando que o setor fechou o ano passado com um déficit de US$ 384 milhões. Para 2002, a projeção é elevar o saldo da balança comercial entre US$ 400 milhões a US$ 500 milhões.
Apesar do otimismo, Skaf lamenta que o custo Brasil ainda é um fator limitante ao aumento da produtividade. O setor decidiu agredir o mercado com investimentos que somam mais de US$ 7 bilhões, em aplicações em tecnologia e capacitação de recursos humanos. A previsão é elevar os investimentos em US$ 12 bilhões até 2008.
Os investimentos permitiram a criação de 19 mil novos empregos, sendo 3 mil somente no Estado do Paraná. Skaf lembrou que o Paraná tem participação expressiva para o setor de vestuário, com as industrias de confecções localizadas em Cianorte, Maringá e região de Curitiba.


