O presidente do Sindicarnes, Péricles Salazar, destacou que repensar a cadeia produtiva da carne é necessidade urgente. ''A cadeia produtiva da pecuária de corte se organizou em outros Estados e aqui nada foi feito'', afirmou. Para o executivo, somente o Estado poderá implementar as ações apontadas no diagnóstico para alavancar a cadeia produtiva da pecuária de corte.
A produção atual do Estado não atende à demanda de carne no mercado. Enquanto o consumo anual de carne bovina no Paraná é de 350 mil toneladas, a produção é de apenas 312 mil toneladas. ''Como a competição é acirrada, outros estados produtores podem se organizar para ampliar a produção e se apropriar dessas oportunidades'', apontou o estudo.
O estudo apontou que, se houver adicional de pelo menos 100 mil toneladas de carne na produção anual até 2022, podem ser gerados mais 18 mil postos de trabalho no Estado.
Ronei Volpi, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), representando também a Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte, sugeriu à secretaria seguir a metodologia do Fórum do Desenvolvimento do Agronegócio, que tem a participação de 13 instituições para promover o desenvolvimento de cadeias produtivas como café, leite e olericultura no Estado.
O pecuarista Licio Isfer concordou que o momento é de aproveitar a oportunidade e contribuir para que o Estado se destaque como produtor de carne de qualidade. Segundo ele, o Paraná reúne condições excepcionais de clima, com regime de chuvas regulares na região Centro-Sul, mão de obra qualificada e tem disponibilidade de áreas. '

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