Cadeia produtiva do café ganha espaço na Feira
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terça-feira, 13 de outubro de 1998
Vânia Casado 
A revitalização da produção de café no Paraná foi o tema escolhido pela organização da Feira do Paraná para homenagear a região Norte do Estado, que se destacou a partir da década de 60 como grande produtora de café. Um pavilhão inteiro, no parque Castelo Branco, reproduz todas as etapas da cadeia produtiva, inclusive o plantio adensado.
O café é uma cultura de expressão econômica que gera 150 mil empregos e renda de R$ 316 milhões por ano (4% do valor bruto da produção) que no ano passado somou R$ 8,7 bilhões.
Participam da apresentação da cadeia produtiva todos os órgãos públicos envolvidos com pesquisa, extensão, produção e classificação do café, indústrias torrefadoras e a Associação Brasileira da Indústria de Café, que está desencadeando uma campanha de marketing para estimular o consumo de café entre as pessoas mais jovens.
A Secretaria da Agricultura, executora do programa, ganhou a adesão das prefeituras de Londrina, Ribeirão Claro e Ribeirão do Pinhal que estão desenvolvendo programas de apoio à produção de café com qualidade, estimulando a colheita no pano e a classificação do produto conforme a bebida, tipo e renda, informações que elevam o preço do produto, afirmou o coordenador de café da Emater, Edson Trento.
A Abic está participando da exposição com uma campanha de marketing que divulga as propriedades do café. Pesquisas do professor Darcy Roberto Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recomenda o café como estimulante do uso do raciocínio e da memória, como auxiliar na prevenção do consumo de drogas e como indutor à redução da apatia e depressão. Falta ao café um marketing profissional, persuasivo, que venha da indústria ou da produção.


